Candomblé não é considerado tratamento pelo Conselho Nacional de Saúde, gerando debate sobre inclusão no SUS.

(Re)conhecer as manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana e as Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana (terreiros, terreiras, barracões, casas de religião, etc.) como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do SUS, no processo de promoção da saúde e 1ª porta de entrada para os que mais precisavam e de espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social, alimentar e com isso respeitar as complexidades inerentes às culturas e povos tradicionais de matriz africana, na busca da preservação, instrumentos esses previstos na política de saúde pública, combate ao racismo, à violação de direitos, à discriminação religiosa, dentre outras”.

No processo de promoção da saúde, é fundamental valorizar e reconhecer as manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana. Para isso, é necessário enxergar as Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana, como os terreiros, terreiras, barracões e casas de religião, como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses espaços têm um papel importante na promoção da saúde e são a primeira porta de entrada para aqueles que mais necessitam. Além disso, também oferecem um espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social e alimentar. É essencial que sejam respeitadas as complexidades inerentes às culturas e povos tradicionais de matriz africana, reconhecendo sua importância na busca da preservação dessas culturas.

As Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana são consideradas instrumentos previstos na política de saúde pública, que visam combater o racismo, a violação de direitos e a discriminação religiosa. É através da valorização desses espaços que podemos promover a inclusão e a igualdade de acesso à saúde para todos.

Essas manifestações da cultura popular africana possuem uma profunda conexão com a espiritualidade e a religiosidade. Por isso, os terreiros, terreiras, barracões e casas de religião desempenham um papel fundamental na busca pelo equilíbrio e pela cura. Eles oferecem um espaço seguro e acolhedor para aqueles que enfrentam desafios de ordem mental, psíquica, social e alimentar.

Ao olhar para esses espaços como equipamentos promotores de saúde, estamos reconhecendo a importância da cultura e da religião como elementos essenciais para a saúde e o bem-estar das pessoas. Além disso, estamos respeitando a diversidade cultural e combatendo todas as formas de discriminação.

Portanto, é necessário que as políticas públicas de saúde valorizem e fortaleçam essas manifestações da cultura popular africana, garantindo o acesso igualitário aos serviços de saúde oferecidos nas Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana. Somente assim poderemos alcançar a saúde integral e promover a igualdade de direitos para todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa.

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