O presidente assegurou que as obras iniciadas não serão interrompidas, garantindo assim a continuidade dos projetos em andamento. Além disso, outras medidas previstas pelo Novo Pac incluem destinar 343 bilhões de reais para empresas estatais e mistas, com destaque para a Petrobras, que vai explorar 19 novos poços na Margem Equatorial. Essa margem abrange estados como Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
O Novo Pac também conta com 371 bilhões de reais provenientes do Orçamento da União, que serão destinados ao programa ao longo dos próximos anos, assim como 362 bilhões de reais em financiamentos. Para isso, espera-se contar com o apoio dos bancos de desenvolvimento, incluindo o BNDES e o Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics. Ao todo, estima-se que 1,4 trilhão de reais serão aplicados até 2026, gerando a expectativa de criação de 4 milhões de empregos.
Durante o discurso de apresentação do Novo Pac, o presidente ressaltou a importância tanto do Estado quanto da iniciativa privada, afirmando que não se pode desvalorizar nem um, nem outro. Na ocasião, estavam presentes representantes de entidades patronais, 23 governadores, 26 ministros e até mesmo Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics.
O Novo Pac conta com 9 eixos temáticos para os investimentos, sendo que o eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes é o que possui o maior valor, com 610 bilhões de reais destinados a programas como o Minha Casa Minha Vida, melhoria da mobilidade urbana, abastecimento de água, esgoto sanitário, urbanização de favelas, entre outros. Outros eixos contemplados são Infraestrutura Social e Inclusiva, Transição e Segurança, Transporte Eficiente e Sustentável, Defesa, Saúde, Educação e Água para Todos.
Na divisão dos recursos por estado, os maiores quinhões do Novo Pac foram destinados ao Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, devido aos poços de petróleo do pré-sal. O governador Cláudio Castro, anfitrião do evento, foi vaiado por ser oposição, o que revela a dificuldade de conviver com a diversidade política. No entanto, o presidente destacou que projetos como esse devem ser encarados como políticas de Estado, e não de um governo específico.
É importante ressaltar que o presidente Lula apaziguou os ânimos dos descontentes e afirmou que Arthur Lira, presidente da Câmara, é essencial para a execução do Novo Pac, assim como das medidas do Arcabouço Fiscal e da Reforma Tributária. Portanto, apesar das divergências, é necessário que haja um diálogo aberto e construtivo para a implementação e sucesso do programa.
Em suma, o Novo Pac surge como uma resposta às críticas de excesso de presença do Estado ao priorizar os investimentos no setor privado e destinar uma parte significativa dos recursos para a infraestrutura. Com uma perspectiva de geração de empregos e um enfoque em áreas essenciais, como habitação, mobilidade urbana, saúde e educação, o programa busca impulsionar o desenvolvimento do país. Resta acompanhar a sua execução e verificar os resultados que serão alcançados nos próximos anos.








