Um vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que o adolescente ainda estava vivo no chão, após ser baleado. De acordo com um tio de Thiago, um policial militar teria atirado no jovem em seguida, causando a sua morte. A Polícia Militar afirma que a Corregedoria-Geral está conduzindo um inquérito para investigar o ocorrido.
Nos ofícios enviados às autoridades, Henrique Vieira questiona o suposto descumprimento de um decreto estadual que determina que os agentes das tropas de elite das polícias Civil e Militar usem câmeras em suas fardas. Essa medida é uma determinação do Supremo Tribunal Federal. O parlamentar afirma nos documentos que os policiais militares envolvidos na morte do adolescente não estavam com câmeras, o que coloca em dúvida a validade da norma recentemente editada pelo governador e até mesmo a autoridade da decisão do STF.
Além disso, Henrique Vieira solicita informações sobre a responsabilização pela não utilização das câmeras nos uniformes dos policiais militares envolvidos no caso e sugere a abertura de uma investigação para apurar essa responsabilidade, caso nenhuma medida tenha sido adotada.
O deputado federal destaca que a segurança pública é um importante tema de atuação em seu mandato e que a notícia da morte do jovem de 13 anos foi recebida com muita consternação. Ele afirma que não pode ser permitido que a norma editada pelo governo estadual caia em descrédito, assim como a decisão do ministro relator Edson Fachin, do STF.
Além do governador Cláudio Castro, os ofícios foram enviados ao secretário de Polícia Militar e Comando Geral do estado, coronel Luiz Henrique Marinho Pire, ao corregedor-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Márcio Cesar Monteiro, ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público local, Luciano Oliveira Mattos de Souza, e ao chefe da Coordenadoria-Geral de Segurança Pública do órgão, Reinaldo Moreno Lomba.
É importante ressaltar que a fonte desta notícia não foi mencionada.