Inaugurada nesta terça-feira (3), a mostra comemora os 15 anos de criação do Instituto Vladimir Herzog. Em entrevista, o diretor executivo do IVH, Rogério Sottili, ressaltou a importância da memória para superar as dificuldades e violências cometidas pelo Estado brasileiro contra a população. O instituto foi fundado com o objetivo de promover a defesa da democracia por meio de ações políticas.
Um dos destaques da exposição são as lutas protagonizadas pelos estudantes, tanto durante a ditadura militar (1968-1985) quanto nos períodos pós-ditadura. Segundo Sottili, o movimento estudantil sempre demonstrou determinação e capacidade de mobilização, resistindo aos golpes e tentativas de desestabilização do país. Filmes exibidos na mostra, como o documentário sobre o assassinato do secundarista Edson Luiz em 1968, evidenciam a truculência militar e a coragem dos jovens em confrontar as injustiças.
Além disso, a exposição também traz documentários como “Espero Tua (Re)Volta”, de Eliza Capai, que retrata a trajetória dos jovens participantes dos protestos de 2013. O filme “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira, aborda a realidade das mulheres presas políticas durante a ditadura, enquanto “Memória Sufocada”, de Gabriel Di Giacomo, discute as disputas em torno das narrativas sobre a repressão no período.
A conexão entre cinema e história é destacada pelo diretor do IVH, que menciona o desejo do jornalista Vladimir Herzog de se tornar cineasta caso não tivesse sido assassinado pela ditadura em 1975. A exposição estará em cartaz até o dia 22 de julho, proporcionando ao público a oportunidade de mergulhar nas resistências democráticas que marcaram a história do Brasil. Maiores informações e a programação completa dos documentários podem ser encontradas no site oficial da mostra.









