Centro de Saúde do Trabalhador participa de análise dos riscos no enfrentamento à Covid-19

Pesquisa vai colaborar na elaboração de protocolos para garantir a saúde de profissionais da enfermagem

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Maceió participa de uma pesquisa intitulada “Riscos e exigências do trabalho em enfermagem no enfrentamento da pandemia de Covid-19 em Alagoas”. A pesquisa é direcionada a enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares que trabalharam durante a pandemia em hospitais de campanha e de referência para casos graves do coronavírus.

O estudo tem o objetivo de analisar os processos de trabalho desta categoria e de que forma eles impactaram na saúde desses trabalhadores no período. Participarão os profissionais dos regionais de Maceió, Arapiraca, Santana do Ipanema em cooperação técnica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Mexicana UACM.

“Os técnicos do Cerest estão envolvidos em todas as fases da pesquisa e serão fundamentais na construção desses novos protocolos e intervenções junto a esses profissionais. No mês de outubro, iniciamos a análise dos dados coletados junto aos hospitais e conforme a pesquisa for avançando, vamos elaborando as estratégias e protocolos que serão fundamentais para aplicar as intervenções na saúde dos trabalhadores da enfermagem alagoana”, explica Bruna Sonaly, enfermeira do Trabalho e técnica do Cerest que está participando da pesquisa.

Bruna Sonaly, enfermeira do Trabalho e técnica do Cerest. Foto: Ascom SMS

“Desempenhamos um papel de suporte técnico e científico nos projetos de promoção, vigilância e assistência à saúde, além de articular entre os diversos setores ações voltadas para a saúde do trabalhador. Os protocolos elaborados durante a pandemia têm sido feitos com ênfase na Vigilância Sanitária e Epidemiológica, não havendo protocolos específicos em Vigilância em Saúde do Trabalhador e isso que vamos buscar com esse projeto”, completa a técnica do Cerest.

Metodologia do estudo

Com duração de dois anos, o estudo iniciou a coleta de dados em junho de 2021 com o início da análise desses dados em outubro deste ano. A análise dessas informações está prevista para terminar em janeiro de 2022. Essas fases de coleta e análise está prevista para ocorrer em três etapas online, realizadas por meio das plataformas Google Forms e Google Meet.

As etapas consistem em estudos epidemiológicos, entrevistas e história oral temática, que tiveram início na fase de planejamento e contato com os hospitais em abril de 2021 e devem ir até abril de 2023 com a elaboração do relatório final da pesquisa contendo os protocolos de intervenção.

Em Alagoas, vão participar profissionais que atuam ou atuaram na linha de frente do combate à pandemia em hospitais de campanha e de referência para casos graves de Covid-19 nos três municípios participantes do estudo. Em Maceió, participam o Hospital de Campanha Celso Tavares e o Hospital da Mulher; em Arapiraca, o Hospital de Campanha Dr. José Fernandes e a Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly; e em Santana do Ipanema, o Hospital Regional Dr. Clodoaldo Rodrigues Melo.

De acordo com os dados disponibilizados pelos hospitais, em Maceió, 934 profissionais participam da pesquisa. Ao todo, contando com os profissionais de Arapiraca e Santana do Ipanema, o projeto tem 1.294 participantes.

Segundo o coordenador da pesquisa e professor da UFAL, Diego de Oliveira, o estudo pretende contribuir para fortalecer as ações de Vigilância à Saúde dos Trabalhadores em enfermagem considerando a importância desses trabalhadores do SUS no enfrentamento à pandemia.

Professor Diego Souza, coordenador do projeto. Foto: Divulgação

“Entre os aspectos que demandam preocupação no enfrentamento à Covid-19, estão as condições de saúde e segurança dos trabalhadores da saúde, pois o sucesso da assistência aos infectados depende de equipes de saúde em condições físicas e mentais adequadas para exercerem suas atribuições”, destaca.

Ana Cecília da Silva/Ascom SMS

Fonte: Prefeitura de Maceió