Projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados suspende cobrança de tributos para construção de silos e busca aumentar capacidade de armazenamento de produtos agropecuários.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que visa suspender a cobrança de tributos federais para a construção de silos. Essa medida teria uma duração de cinco anos. O principal objetivo dessa proposta é ampliar a capacidade de armazenamento de produtos agropecuários no país, como grãos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a falta de unidades armazenadoras é responsável por aproximadamente 45,52% das perdas pós-colheita no Brasil.

O projeto em questão é conhecido como Regime Especial Tributário dos Silos (Resilos). Esse regime suspenderia diversas taxas, tais como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto de Importação, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Vale ressaltar que essa suspensão seria aplicada aos bens e serviços destinados às novas unidades armazenadoras, tanto aqueles adquiridos no mercado doméstico quanto os importados.

Esse projeto (PL 2069/21) teve sua autoria atribuída ao ex-deputado Gustavo Fruet (PR). No entanto, o texto aprovado pela Comissão foi um substitutivo do relator, deputado Tião Medeiros (PP-PR). O substitutivo garante aos fabricantes de itens utilizados na construção dos silos o direito a crédito tributário sobre as matérias-primas e materiais de embalagem empregados na produção.

O deputado Tião Medeiros argumentou que a falta de silos dificulta o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e ressaltou a importância de investimentos tanto na produção quanto no armazenamento de qualidade. Segundo ele, é necessário ampliar a capacidade de armazenamento para evitar perdas pós-colheita e promover um setor agropecuário mais eficiente.

A tramitação desse projeto de lei seguirá agora para análise das comissões de Finanças e Tributação, assim como de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Vale destacar que esse processo ocorrerá em caráter conclusivo, dispensando a deliberação do Plenário, exceto se houver uma decisão divergente entre as comissões ou se houver um recurso assinado por 52 deputados para que a matéria seja apreciada em Plenário.

Essa proposta também contou com a reportagem de Janary Júnior e com a edição de Rodrigo Bittar.

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